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TRIUNFO SOBRE OS PORCOS

TRIUNFO SOBRE OS PORCOS

Teatro & Arte | Teatro

Theatro Circo

Pequeno Auditório
Classificação Etária
Maiores de 14 anos
Bilhete Pago
A partir dos 3 anos
2019
fev
13
Realizado

Duração

90 minutos

Abertura Portas

21:00

Intervalo

Sem Intervalo.

Produtor

CTB – Companhia de Teatro de Braga, CRL

Breve Introdução

Estamos algures para lá do ano de 2084. A morte é um tabu porque se criou a ideia da eternidade do Homem baseada nos avanços tecno-biónicos e na redução demográfica drástica. Restam alguns serviçais (em breve a serem substituídos por inteligência artificial de última geração; e os caídos que são perseguidos e desprezados, mas a quem a Igreja acolhe à noite nas capelas, por compaixão e defesa da vida humana no meio de uma sociedade ultra- indivudualista e amoral. Já não há, entre os poderosos, procriação natural, mas encomendas de bebés com orelhas de canguru ou outras bizarrias. O sexo deixou de ser expressão de amor ou jogo de afectos para ser um dever social, sobretudo valorizado pelo incesto. Neste quadro de fundo, dois irmãos (Apolo e Rasputina) aguardam o disfarce do cadáver do pai para sair para a rua como se fosse para a Gronelândia exterminar pinguins! Acompanha-os uma prima a quem extraíram metade dos tímpanos, porque tinha manias de ouvir coisas que não devia e puseram-lhe implantes de infravermelhos para ver melhor Registada com o nome de Magdala porque as magdalenas estavam esgotadas, acrescenta por si mesma o nome de Maria; de vez em quando entra numa espécie de transe e diz coisas, para eles sem sentido, com uma convicção que mistura conceitos cristãos com doutrinas marxistas e a evocação de artistas, numa certa dislexia verbal. Passa também por cena, para uma sessão sadomasoquista (banalizada como coisa divertida naquelas vivências) uma tal Hedónica, viúva do general Daesh! Todavia, no final Numa estética ousada e exquisita (como o próprio autor do texto e da encenação lhe chama), misturam-se técnicas da biomecânica meyerholdiana na representação com uma ironia de um diálogo surrealizante e carregado de neologismos e palavras de carácter conotativo, como só a língua portuguesa permite levar tão longe. O que faz de uma distopia trágica um repositório de humor que se aproxima dos disparates dos Irmãos Marx e o cinismo de Sacha Guitry

Texto, Encenação e Espaço Cénico: CASTRO GUEDES interpretação: RUI SPRANGER, SANDRA SALOMÉ, FILOMENA GIGANTE e DANIELA JESUS Apoio para Figurinos: Cátia Barros Iluminação: Eduardo Brandão Banda Sonora:Vladimiro Alcindo Vídeo e Fotos: Lucyano Lopes Quadro de Cena: Ricardo Campus (O Proletariado Crucificado)

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